Gato preto, Rabo interrogatório.


Há um gato preto a me espionar
Ele torce o rabo cada vez que tento me aproximar.
Seus olhos verdes me chamam para dançar (tango?).
Boba, 
troco as pernas na hora do bailar.
Juntos exploramos prédios
escondidos à sombra da cidade.
Gato preto, não faça jogos comigo.

Sou frágil e nunca entendo a interrogação
que você faz com o seu rabo contorsionista.
Por vezes parece um mafioso, 
um explorador de sistemas proibidos, 

rico, esnobe, poderoso.
Gato preto, me tire desse estado lúdico selvagem
em que me encontro.
E novamente peço: não jogue seu rabo em forma de interrogação



para que eu quiçá entenda sua narração

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